quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Elíptico amor




"Entrelaçados por um único Universo..."
Pelas nuvens escuras escorriam as lágrimas de um Sol, que apaixonado pela Lua, chorava  os seus desencontros.  Era preciso que tudo estivesse muito bem alinhado para que os dois pudessem se encontrar. E quando raro momento acontecia...os dois se amavam como se nunca haviam o feito.

Sentindo-se como uma jovem, a lua se aconchegava próxima aos rochedos. Cheia de alegria dava vida até as mais mortas águas.
 E como um exímio dançarino,por 25 dias o sol daria seus mais belos giros,e  por vezes brilharia. Tudo isso para seu mais iluminado amor.
Apesar da dor afélica, os dois mantinham viva a elíptica paixão.

(22/10/09--01:17)

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Insetos Interiores *.*

As 4horas da manhã a natureza ia adentrando no meu quarto. Bichinhos variados se faziam presentes.

Ò louva-deus, tu que não fazes outra coisa senão louvar, peça a ajuda de Deus em meu nome.

Todos com mais de duas patas, alguns até com seis. Sempre com antenas e um andar engraçado.

   A natureza que deveras me assusta, hoje faz companhia a minha solidão enluarada.

 Alguns com asas, outros com teias, uns até coloridos; outroe obscuros; imóveis; intactos; uns que coçam e outros que nem ruídos fazem.

A luz chamava e ele ia, era como se a morte fascinasse-o.

janela fechada, natureza mandada embora, sono se aconchegando, mão pedindo descanso ao pincel, olhos querendo se fechar ali no meio do livro.
"Um clássico sobre o mundo árabe, mas que não foi traduzido para o árabe. 
     O homem que calculava e que contava a estória da sua vida rodeada de números".

Mãos ao chão, olhos fechados. Sono profundo.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Não gosto de saber de tudo... Mas gosto de saber para e por onde vou.


Gosto de ter certeza daquilo que quero...não gosto de sair andando por ai sem rumo... mas também não quero uma seta q me indique o caminho...quero descobri-lo

Tenho medo do novo... daquilo que não sei como é...mas ao mesmo tempo, ele me fascina... Me arrisco no medo, mas vou com calma.

Complicado demais entender uma pessoa quase paradoxal? >.<



Se vc busca por algo...corra atras, porque ele realmente será seu. Basta vc querer...esta tudo na sua mão.



"E se antes, um pedaço de maçã

Hoje quero a fruta inteira

E da fruta tiro a polpa... da puta tiro a roupa

Da luta não me retiro

Me atiro do alto e que me atirem no peito

Da luta não me retiro...

Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras que fizemos ontem."

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

ponto de interrogação

 A gente nunca sabe.... Nunca sabe mesmo. Não sabe de quem vai gostar, do que vai gostar, do que vai fazer ou como vai fazer. Acho que ta ai a graça de viver. É o fato de o mundo ser tão imprevisível quanto misterioso. Não adianta a gente ficar planejando o futuro, (tudo bem que isso é quase que inevitável) o mundo gira todo dia.... e todo dia algo se perde, algo se ganha... e tudo se transforma... se fortalece ou se enfraquece.

São as indagações sobre a vida que realmente me faz sentir tanto prazer em vivê-la. Apesar de crises existenciais....esse mistério da vida muito me atrai. Não busco respostas em termos científicos, ou fatos históricos...apenas deixo a vida me mostrar.
       Sinceramente não gosto dos "livros abertos", gosto de poder admirar a capa primeiro...e no seu devido momento abri-la e ir folheando... Tudo no seu devido momento. Se as coisas se deixassem fluir  mais em vez de serem forçadas....Tudo seria muito mais divertido e  verdadeiro. Se as pessoas se escondessem um pouco mais, elas se tornariam muito mais interessantes, pelo menos pra mim.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

indiferença

Eu tentei abraçar o mundo ...mas não reparei que meus braços eram curtos demais pra tal feito. Tentei mostrar meu melhor,mas não lembro nem como ele é. A auto estima resolveu que agora vai ser baixa. Eu só queria gritar! O cansaço vai me vencendo, e se me mantenho em pé, devo agradecer aos levedos que tomo. Minhas palavras sempre circulam no mesmo tema. Perdi aquele meu vocabulário sortido de antes. Meu dias se resumem em um único pensamento,talvez em mais alguns, mas não quero pensar nisso. Ás vezes me pego em pensamentos aleatórios que me deixam cada vez mais conturbada. Crio poemas na frente do espelho, mas não consigo decifrá-los. Meus elétrons se realçam por entre os prótons, e nunca chego aos nêutrons. Vou mantendo a regra antiga. Minha típica e ríspida indiferença...tem se voltado contra mim. Cansaço...Cansaço...Cansaço...
Deixa pra lá. Cansei de ficar segurando as duas pontas da corda...
Cansei de ser indiferente, mas não o deixo de ser. Não lembro mais como é gostar de um fim de semana... o cheiro dos dias úteis me entorpecem, e... Melhor deixar pra lá.
Indiferença...Indiferença...Indiferença... Não a deixo de ter!




A rosa murcha canta por entre seus espinhos.
Clemência, é o que ela pede.
Uma chance pra reflorescer e mostrar seu doce encanto
Que por muito tempo escondido, acabou se tornando esquecido por ela mesma.
()

domingo, 6 de setembro de 2009

...apenas escuta.

As luzes amarelas se acenderam e não pude mais ver meu rosto refletido no lago.Quisera eu ver um rosto vivo, alegre e com brilho...mas só via o gosto amargo de lembranças fatídicas que por muito tempo foram esquecidas. O seu "vou levando" fez da minha tarde um borrão azul com pensamentos nitidamente vermelhos.
O Vento que batia no meu rosto não era o mesmo que batia no meu corpo. O calor humano ali no trapiche trazia pra mim um misto de alegria e de medo. Medo que venho remoendo por muito tempo, guardando, disfarçando.
Na minha cabeça pensamentos reais e surreais passavam, eu não queria eles ali. Queria conversar, rir... mas meu cerebro não fazia minhas vontades.
Foi como aqueles dias em que você acorda sem vontade de se socializar, mas o calor daquelas pessoas te faz tão bem...que você vai ao encontro delas, nem que seja apenas para escutá-las...isso te faz muito bem. Mas você não demonstra, apenas escuta.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Chuva...Parede Azul...

Hoje eu senti aquele cheiro de terra molhada, de chuva caindo e de Parede Azul sendo encenada. Nossa, toda a peça passou pela minha cabeça, foi incrível. E me bateu uma vontade de correr naquele palco e soltar todos os textos e marcações. Que nostalgia...os flashes de lembranças vieram pra minha cabeça e toda a cena acontecia ali, na minha frente, como se eu fosse uma espectadora privilegiada. Me bateu uma tristeza mas ao mesmo tempo uma profunda alegria.
Um misto de sensações maravilhosas invadiram a minha alma, mas só a alma, porque o corpo estava ali imóvel sendo proibido de se expressar.

Eu queria mais uma vez pisar em um palco e ouvir alguém dizer: " Um mundo intenso. Intenso Mundo. Ninguém pisou..."